segunda-feira, 1 de abril de 2013

                                             A Flor da Honestidade


                       Há muito tempo atrás, havia um prícipe que deveria suceder o rei e a condição exigida
era que ele fosse casado. Resolveu então promover uma grande festa para escolher a futura esposa.
Conclamou todas as jovens solteiras para uma recepção no palácio.
                        Dentre tantas moças interessadas em se tornarem rainhas , uma delas - que amava o príncipe em silêncio - de origem humilde e muito pobre confidenciou à mãe a vontade de ir a festa,
embora soubesse que não teria chance em virtude da forte concorrência   de  outras mulheres   mais
belas e em melhores condições sociais.
                         Chegou o grande dia. Mulheres belíssimas , em trajes impecáveis compareceram   à
recepção. Nossa personagem humilde também foi com o único intuito de ficar próxima do príncipe,
vê-lo mais de perto. Apenas isso.
                          O príncipe ofereceu rica recepção , cumprimentou todas as moças e ao final da festa
anunciou que entregaria a todas as candidatas uma semente de flor para que plantassem e voltassem
em seis meses com a flor cultivada e ele escolheria , para ser sua esposa , aquela que trouxesse a mais bela flor , que significaria o fruto do amor e dos cuidados com que cuidariam do reino.
                           A silenciosa moça que o amava a distância e em silêncio cuidou da semente com  o
maior amor.
                            Passou o tempo: dois, três, seis meses e nada da planta nascer...         Por mais que
cuidasse do pequeno vaso onde depositou a semente , jamais ela deu sinal de vida.
                            No dia marcado para a nova recepção sua mãe pediu que desistisse   de  ir a  festa
pois o que levaria , já que a planta não houvera nascido.     Ela respondeu  que  embora não tivesse
nenhuma chance iria novamente apenas para ver o príncipe pela última vez e poder ser cumprimentada por ele , olhar em seus olhos... Enfim , os "mistérios do amor" ...
                             Na festa , as mais belas mulheres , trajadas novamente em vestidos lindos , apresentavam nas mãos pequenos vasos com as mais lindas flores , de todas as cores , tamanhos   e
formatos. Somente nossa conhecida personagem levou o vaso apenas com a terra cultivada , sem nenhuma planta...
                              O príncipe cumprimentou todas as moças , observou todas as flores. Ao final    ,
diante da enorme expectativa e surpresa de todos os participantes da festa sobre qual seria   a  moça
escolhida , o príncipe escolheu extamente a moça com o vaso vazio.
                               Perplexo o público quis saber. Afinal ele dissera que escolheria a moça que   lhe
trouxesse a mais bela flor e agora ficara com a moça que não trouxera flor alguma.
                                E ele explicou :
                                 Somente ela é digna de casar-se com um príncipe e tornar-se rainha. Foi a única
honesta de todas as candidatas , cultivou a flor da honestidade; pois todas as sementes que entreguei
na festa anterior eram estéreis. Nada mais tenho a dizer...



...Refletir...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

                                  olímpico velho ou velho olímpico


                       Dizem que quanto mais  se divulga uma mentira ou meia mentira , digamos , uma falácia, leva as pessoas a acreditar que é uma verdade.
                        Não sei quem ou que grupo de pessoas iniciou a divulgação tendenciosa de que  o
Estádio Olímpico é velho , mas devido a informação não vir com melhor explicação  ficou  como
velho e como tal levou os conselheiros a aprovarem a construção de um novo estádio.
                         A verdade é que realmente a fundação do estádio foi em 1954 , mas o Olímpico  ,
que a maioria dos torcedores conhece , foi concluido na década de 1980 com ajuda dos sócios     e
após  ainda foram feitas outras alterações , caso as pessoas olhassem bem , tanto na parte  externa
quanto na interna do Olímpico , perceberiam e concordariam em não  deixar o  Estádio  Olímpico
ser demolido , pois tem uma boa estrutura e é seguro , precisava apenas ser mantida  a manutenção
hidráulica e elétrica e duraria muito mais que a arena.
                          Não conheço o contrato da mudança Grêmio X OAS , mas tenho certeza   de   que
foi um péssimo negócio para o Grêmio.
                           E aí questiono: Será que as pessoas que pensaram a mudança não tiveram   outros
interesses ?

                                                       Sócio Proprietário
                                                        matrícula 13492

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sinto vergonha de mim - Cleide Canton e Rui Barbosa

por ter sido educador[a] de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !


"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)