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segunda-feira, 1 de junho de 2015
TERCEIRIZAÇÃO
Qual motivo levou os políticos a desengavetarem o projeto da terceirização em um momento de turbulência e total descrédito nos próprios políticos e no governo federal ?
Em benefício aos trabalhadores é que não foi, pois não vejo como beneficiar empregados colocando-os entre duas empresas. A terceirizada será mantida com recursos de quem ? empregados ou empregadores?
Algo de interesse maior e obscuro parece óbvio, pois o caixa dos partidos começa a reduzir a entrada de recursos e a presidente, para sair do sufoco e procurar melhorar sua situação com os políticos, quase triplicou os repasses das verbas para os partidos. Ou será qua colocando um assunto novo e polêmico ajudaria a diminuir as notícias da Operação Lava Jato com políticos envolvidos em corrupção?
Fica difícil acreditar nas boas intenções dos políticos depois de tudo que veio à tona.
Guido Scalabrin
segunda-feira, 13 de abril de 2015
SALA DE AULA
O que devemos ter em uma sala de aula? É claro, o ensinamento do professor da matéria no tempo destinado a mesma. O que, infelizmente, parte desse tempo é perdido por que professores precisam interromper a aula para solicitar silêncio várias vezes a alunos que além de desrespeitarem seus colegas, que querem aprender e são educados para isso, desrespeitam os professores e o deixam estressados e até afetam sua saúde. Não podemos esquecer que o trabalho dos professores é antes de entrar em sala : 1º preparar a aula, 2° ministrá-la e depois corrigir as questões referentes ao conteúdo dado, e quando se dá redação, ainda demanda mais tempo.
Existe tempo em que o professor passa o conteúdo e explica, tempo para o aluno tirar dúvidas (usa-se o pedido levantando o braço) e tempo do intervalo da aula, no qual os alunos são livres para conversar o que quiserem, é o lazer.
E os pais, será que estão conversando com os filhos sobre o respeito ao professor e a atenção na sala de aula sem a interromper? Os pais,acredito, querem que os filhos não só passem de ano, mas principalmente saiam com conhecimento e como cidadãos: educados, sabendo que seu limite acaba onde começa o do outro. Será que estamos educando nossos filhos para serem pessoas de bem, ou para serem futuros adultos mal-educados e egocêntricos, achando que o mundo se curvará aos seus pés?
Só o futuro dirá !
Guido Scalabrin
terça-feira, 31 de março de 2015
MAIORIDADE AOS 16 ANOS ?
Não acredito que diminuindo a idade seja a solução, pois o problema não está na idade, ou será que depois vão baixar para 15 anos?
O que falta é uma verdadeira correção nos valores. De que forma? Com estudo,preparação para o mercado de trabalho e lazer(prática de esporte) no mesmo local e com duração de no mínimo 4 anos, por exemplo. Assim, teriam ao saírem,colocação garantida no mercado de trabalho, um caminho a seguir, pois com uma formação haveria melhor chances de se adaptarem à sociedade.
Preparar para o mercado de trabalho com cursos de formação: padeiro, empacotador, cabelereiro, manicure, digitadores, e cursos básicos de línguas, etc.
É claro que os jovens mais rebeldes, os casos mais graves, devem ser separados dos demais, para um melhor trabalho e controle, e consequentemente um maior tempo de correção.
Caso a maioridade seja aos 16 anos, quando um jovem cometer um delito e for colocado num presídio, junto aos demais presos, que tipo de reforma no caráter terá? Muito provavelmente não terá assistência necessária para reverter ou reconhecer o que o levou para este local e não terá como modificar seu comportamento, para ser novamente integrado à sociedade.
Portanto, deve-se repensar as medidas socioeducativas aplicadas aos jovens e não baixar para 16 anos a maioridade penal.
Guido J. Scalabrin
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Carnaval e Páscoa
Como se
calcula a data do carnaval e da Páscoa?
O carnaval é uma data móvel definida a partir da Páscoa, que é a
celebração mais importante do calendário cristão. E, para se chegar á Páscoa, é
preciso seguir estes passos:
1º) Encontre
a primeira lua cheia após o equinócio de outono – 21 de março.
Em 2015, a próxima lua cheia é 04 de abril.
2º)
Localize o primeiro domingo após a lua cheia – está é a data da Páscoa.
Em 2015, será 05/4 domingo de
Páscoa.
3º
) A Semana Santa inicia na segunda-feira
antes do domingo de Páscoa.
Em 2015, será 30/3 (2ª feira) o início da Semana Santa.
4º
) Conte 40 dias para trás a partir do
dia 29/3 e será 18 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas, e a terça anterior é o
feriado de carnaval.
Bagunça Tóxica
Ao serem divulgados os resultados
das primeiras provas do Enem, um grande grupo educacional encomendou uma
pesquisa com os alunos das dez melhores escolas do Brasil. Pois não é que eram todas
bem parecidas? Chamava a atenção o fato de serem serem muito rígidas na disciplina. Ou seja,
nada de bagunça. E entre as instituições públicas, com sua disciplina severa,
os colégios militares têm ótimo desempenho.
Viajando por outras terras,
consideremos a França, a Alemanha e a Inglaterra. De lá vieram e ainda vêm as
mais abundantes colheitas de artistas, filósofos, cientistas, empresários e
estadistas. Historicamente, suas escolas
sempre foram extraordinariamente rígidas, chegando até a umas varadinhas aqui e
umas reguadas acolá.
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento que teve espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
Em maio de 1968, os universitários parisienses se rebelaram contra o atraso da universidade, promovendo um evento que teve espantosa visibilidade mundial. Barricadas na rua, paralelepípedos voando pelos ares, choques retumbantes com a polícia! Ecoava o slogan mais poderoso: "É proibido proibir".
As consequências
do Maio de 68 varreram o mundo e remoldaram a alma da escola. Muitos
manifestantes viraram professores, sentindo-se pouco confortáveis com sua autoridade.
A epidemia do "proibido
proibir" contaminou a América Latina. Em um dos seus primeiros discursos, depois de
presidente, Sarkozy chama atenção para a
lastimável erosão da autoridade do
professor, com suas raízes em 68.
O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também relembra que houve uma queda vertiginosa na disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque desgastaram-se as regras de disciplina, claras e compartilhadas.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença de problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores; há uma incapacidade generalizada para impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas, devido à perda da autonomia do professor.
O filósofo Luc Ferry, em entrevistas, também relembra que houve uma queda vertiginosa na disciplina escolar, resultante de professores inapetentes por manter a ordem na sala de aula. Antes de tudo, porque desgastaram-se as regras de disciplina, claras e compartilhadas.
Não é preciso muito esforço para verificar a onipresença de problemas de indisciplina nas nossas escolas. Nem falamos de alunos agredindo professores; há uma incapacidade generalizada para impedir a bagunça nas aulas, sobretudo nas escolas públicas, devido à perda da autonomia do professor.
Mas que consequências teria essa incapacidade
da escola para manter a ordem? O
professor James Ito-Adler fez uma pesquisa etnográfica — entrevistando uma
amostra de alunos. Nela surge uma descoberta surpreendente. Quando perguntou
aos alunos o que mais atrapalhava o seu aprendizado, a resposta foi enfática: a
bagunça dos outros! São os próprios
estudantes que têm necessidade de uma
disciplina careta. Não é lamento de
professor saudosista. Ou seja, os próprios alunos admitem que conversas e
turbulência na sala de aula atrapalham os estudos. Resultados espúrios? Não parece, pois pesquisas nos Estados Unidos
e na França sugerem que lá ocorre o mesmo. A bagunça é tóxica.
A ideia de que a escola não pode
tolher a liberdade dos alunos é falsa. Embora possamos conduzir a discussão de forma
mais sofisticada, vale a pena repetir o princípio de que a minha liberdade
acaba onde começa a liberdade de outrem. No caso, a liberdade dos colegas para
estudar e aprender.
(Cláudio de Moura Castro, Bagunça Tóxica. Texto adaptado.)
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