Rua Eng. Tito Marques Fernandes, 655 - Ipanema - Porto Alegre - RS Tel: 51 3246-4988 | WhatsApp: (51) 99275-5850 | tamig.papelariaelivraria@gmail.com | Material de escritório, material escolar e serviços. Internet, impressão e cópias, encadernação, plastificação, carimbos, conserto de relógios, chips e recargas de celular. Perfumes e cosméticos HINODE, bolas de tênis, Erva-mate Natumate, guarda-chuvas, bonés, LIVROS NOVOS E USADOS.
quarta-feira, 2 de março de 2016
O FUNERAL DO VÍCIO DO CIGARRO
Ao ler artigo no jornal e aceitando a sugestão do escritor Antônio Carlos Côrtes, publíco o texto para uma ajuda na divulgação.
Baseado no livro Viver Para Contar do festejado e acatado escritor colombiano Gabriel García Márquez tenho a intenção do diálogo, como o fez o não menos competente escritor brasileiro Rubem Alves. Gabo, como Márquez era conhecido, relatou a sua conexão ao cigarro e, como e por que conseguiu parar de fumar. Eis a lição do brilhante colombiano das letras:
" Eu estava proibido de fumar por causa da pneumonia, mas fumava no banheiro, como que escondido de mim mesmo. O médico percebeu e falou sério comigo, mas não consegui obedecê-lo. Já em Sucre, enquanto tratava de ler sem pausa os livros recebidos, acendia um cigarro com a brasa do outro até não poder mais e, quanto mais tentava abandonar o cigarro, mais fumava.
Cheguei a quatro maços diários, interrompia as refeições para fumar e queimava os lençóis quando dormia com o cigarro aceso. O medo da morte me despertava a qualquer hora da noite, e só fumando mais conseguia superá-lo, até eu decidir que preferia morrer a parar de fumar. Mais de 20 anos depois, casado e com filhos, eu continuava fumando. (...) Numa noite, durante um jantar casual em Barcelona, um amigo psiquiatra explicava a outras pessoas que o tabaco talvez fosse o vício mais difícil de erradicar.E me atrevi a perguntar qual seria no fundo, a razão, e sua resposta foi de uma simplicidade assustadora: 'Porque, para você deixar de fumar, seria como matar um ente querido'. Foi uma deflagração de clarividência.
Nunca soube e nem quis saber a razão, mas esmaguei no cinzeiro o cigarro que acabava de acender e não torneia a fumar mais nenhum, sem ansiedade e nem remorso pelo resto de minha vida".
Guido Scalabrin.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
NATAL E FINAL DE ANO
CLIENTES, AMIGOS E LEITORES
Não foi um ano bom para o blog, muito pelo contrário, regrediu. Não foi por falta de assunto, pois foi um ano de muitos assuntos, na minha opinião infelizmente a maioria negativos. Espero reativá-lo no próximo ano.
No momento não posso deixar de registrar o desejo de um feliz natal e que o ano novo seja paz, saúde e alegrias a todos.
Muito obrigado.
Guido Scalabrin
sábado, 5 de dezembro de 2015
CURIOSIDADES SOBRE ANÍBAL
Nesta data (21/06), o general cartaginês derrotou um exército romano em 217 a.C., no Lago Trasimeno.
' Hannibal ad portas'
1 - O general cartaginês gerou tanto medo com suas vitórias militares sobre Roma que a expressão em latim "Hannibal ad portas" (Aníbal nos portões!) passou a ser usada por pais que queriam fazer os filhos se comportarem e botar ordem em casa. Ela apareceu em escritos do historiador Cícero.
Cego de um olho
2 - Em dado momento na península italiana, Aníbal precisou atravessar um extenso pântano para chegar à região central. Em marcha forçada durante quatro dias e três noites,sem dormir, ele acabou pegando no pântano uma conjuntivite, que levou à cegueira em seu olho direito.
A maior batalha
3 - Depois de vencer duas batalhas no caminho para Roma, Aníbal se defrontou em Canas com um exército romano estimado pelos historiadores em cerca de 80 mil homens.
Com a metade desse número,mas com estratégia superior, o general cartaginês inflingiu uma derrota fragorosa ao inimigo, que perdeu mais de 53 mil soldados.
Exílio e suicídio
4 - Mesmo com todas as vitórias, Aníbal acabou derrotado por Roma na batalha de Zama e voltou para Cartago. Anos depois, se exilou na Ásia Menor. Perseguido pelos romanos, decidiu suicidar-se tomando o veneno que levava num anel.
Numa carta, disse que era hora de "livrar os romanos de sua ansiedade".
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
APÓS LICITAÇÃO : TRANSPORTE PÚBLICO MELHORA ?
Não só em Porto Alegre, mas acredito que na maioria das grandes cidades do Brasil, o transporte público é precário, principalmente no cumprimento dos horários.
Em Porto Alegre após licitação, muito se fala em novos ônibus, com lotação menor no número de passageiros e ar condicionado, mas vejo como maior problema o cumprimento de horários.
Já publiquei um texto sobre o transporte, fazendo sugestão para diminuir o número de ônibus para o centro de Porto Alegre.
Vários fatos levaram à situação de hoje, começando pela eliminação de bondes na década de 70, entregando todo transporte para os ônibus e ao passar dos anos, o aumento de passageiros, aumento no número de carros particulares e a demora em projetar e fazer vias adequadas para o transporte público, isso somado levou ao caos que temos hoje no tráfego.
Acompanhando notícias hoje, vejo que a utilização do transporte público via Rio Guaíba (Catamarã) vai demorar entre 5 a 15 anos. É muito tempo, mas pelo menos mostra que é o caminho a seguir para diminuir o caos no trânsito de Porto Alegre.
Guido Scalabrin
terça-feira, 11 de agosto de 2015
E NASCE A ESCRITA...
Uma das maiores conquistas do povo babilônico foi a invenção da escrita. Os documentos mais antigos da escrita cuneiforme foram encontrados na Mesopotâmia, em um templo na cidade de Uruk ( atual Warqa, no Iraque), capital da Suméria, com data aproximada de 3200 a.C. O nome que caracteriza essa escrita vem do latim cuneus, que significa canto. Ela é o resultado da incisão de um tipo de estilete, impressa na argila mole, com três dimensões: altura, largura e profundidade. Sua leitura é feita como no português: da esquerda para a direita e de cima para baixo.
A evolução dessa escrita se deu em três estágios diferentes:
1- Fichas ou calculi: eram SÍMBOLOS NUMÉRICOS,cuja forma variava segundo o objeto a que correspondiam. Fabricados em argila, elas podiam reproduzir objetos concretos ou ter uma representação convencional.
2- Utilização de esferas, confeccionadas em ARGILA MOLE, apresentando impressões de fichas, marcas de numerais e a justaposiçao de selos, confeccionados a partir de pedras e argila e 2cm de diâmetro. As mais antigas datam do IV milênio a.C.
3- Os primeiros TABLETES DE ARGILA, resultado da deformação da esfera de argila que foi aplainada. A partir da segunda metade do IV milênio a.C. os selos passaram a ser impressos nos tabletes sobre um tipo de envelope, que servia para proteger. Depois de secar, o tablete era recoberto com uma fina camada de argila mole, onde era escrito um resumo do seu conteúdo, o "endereço", no caso de ser uma carta, e era colocado o selo como garantia de autenticidade.
O sistema gráfico cuneiforme nasceu a partir de um longo processo de criação dividida em duas grandes etapas: a pictográfica e a silábica.
O pictograma não era uma escrita, pois simbolizava uma "coisa" e não uma "palavra". Podia-se compreender a mensagem, mas não lê-la. Havia cerca de 1500 pictogramas, dos quais mais de 300 eram próximos aos sinais cuneiformes que os sucederam.
Na etapa silábica ocorreu uma representação estilizada dos objetos. O sistema gráfico era uma escrita da fonética da palavra. Não se limitava a relembrar o conhecido. Mas era capaz de transmitir novas informações e de instruir o homem. Para isso, foi preciso incorporar o instrumento mais perfeito da análise e da comunicação do real pelo homem: a língua falada. A partir do momento em que a representação gráfica impede o desenho de ser espontaneamente evocador e o estiliza, transformando-o em convenção, ele não exige mais reconhecimento, mas memorização. Aí, consuma-se a ruptura com a arte. E nasce a escrita.
Assinar:
Postagens (Atom)